Edição 30


Seções

Equipamentos
Novas regras para caminhões e combustíveis começam a valer a partir de janeiro. O aumento de custos ainda é desconhecido.

Têxtil
Um mercado ainda carente de organização e incentivo. Seu principal problema é lidar com seu maior concorrente: o aterro, uma solução muito mais barata.

Capa
PNRS recebe mais de 1000 contribuições entre audiências públicas e Internet, mas segue para próxima fase carregando as mesmas incógnitas. A análise deve durar até março e a promessa é de que a sanção presidencial saia em abril.

Alumíno
Houve aumento das importações de embalagens e repasse de impostos, o consumo de 8,2 bi de latas não foi suficiente para animar sucateiros. O setor agora se organiza para investimentos no próximo ano.

Cobre
Apesar da queda de preço, há expectativas para um 2012 melhor. ICSG prevê uma demanda global maior que a produção de material virgem.

Plástico
Preços das resinas nacional e importada e do material secundário andaram próximos.
O setor focou na otimização dos negócios em 2011, adquirindo novas máquinas e aumentando espaço dos depósitos.

Papel
Aparas tiveram um ano de oscilações diante das constantes quedas de preço do mercado interno. As exportações iniciadas no começo de 2011 não tiveram continuidade.

Ferrosos
Redução no volume de sucata e na produção de aço bruto. Quais são os fatores que podem estar influenciando na menor movimentação de sucata pós-industrial e de obsolescência?

       
      Editorial  
         
   

Em alguns momentos, o setor de comércio de recicláveis do País viveu situações semelhantes ao registrado em 2008. Quedas vertiginosas de preços e de demanda fizeram com que fosse aceso o sinal de alerta em muitas empresas. A situação reduziu o ânimo de alguns empresários para realizar investimentos. Alguns comerciantes preferiram deixar as aquisições de máquinas e equipamentos para 2012 (veja mais informações nas setoriais desta edição).

Os momentos ruins do setor de reciclagem, principalmente do papel e do plástico, andaram ao lado da valorização do real perante a moeda americana durante quase todo o ano de 2011. A situação passou a se reverter (de forma lenta) apenas no final de novembro, ou mais precisamente no momento em que o dólar permaneceu acima dos R$ 1,80.

Porém, como em toda crise, existe a abertura de oportunidades e no setor de comércio de recicláveis não é diferente. Este ano, por exemplo, aparistas elevaram os níveis de exportação de papel reciclado. Os negócios não tiveram prosseguimento, mas ficou claro para as empresas que existem oportunidades no exterior e que devem ser investigadas (oportunidades estas que não devem ser acionadas apenas nos momentos de crise).

Já do lado dos metais, a procura por negócios no exterior foi mais ofensiva. Grandes depósitos de ferrosos passaram quase todo o ano exportando materiais. E até comerciantes com menor infraestrutura conseguiram exportar de forma indireta. No setor de cobre, empresas correram para procurar negócios no exterior em virtude da queda acentuada de preços a partir de agosto. Apenas o setor de alumínio, devido às suas características de mercado, atuou com negócios de forma mais interna em 2011.

Terminamos 2011 com todo um setor olhando para a frente. Sucateiros de ferrosos aguardando um aquecimento do mercado interno ou externo. Aparistas fazendo contas e desenvolvendo contatos para atender à crescente demanda mundial por aparas. Sucateiros de metais finos de olho no dólar e na LME e o segmento de plástico em busca de um crescimento de seu mercado para atender à crescente demanda por matéria-prima secundária.

A aceleração dos negócios e respectivos investimentos aguardam um sinal de partida, que pode vir da economia externa ou do governo brasileiro com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em nome de toda a equipe da Ecobrasil Editora, agradeço o apoio dos nossos anunciantes e expositores neste ano de 2011 e desejo a todos um santo Natal e um ano-novo repleto de realizações e de muito sucesso para todo o nosso setor.


 
       
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